ANDRÉ KOMATSU

“Autômatos”, 2017 – 2025
5 módulos formados por grade de aço, espelho, ferro, vidro aramado, vidro canelado, placa cimentícia, plástico
Dimensões variáveis


Feita em ferro, cimento, alambrados, vidro e espelho, a estrutura de Autômatos conjuga opostos como contenção e dispersão, passagem e impedimento, vista e opacidade, público e privado. Autômatos se relaciona com a obra apresentada por Komatsu na Bienal de Veneza de 2015, quando representou o Brasil. Ambas as obras dialogam com o conforto sentido pelo individuo moderno em situações de auto aprisionamento doméstico, como na segurança sentida quando nós fazemos reféns em nossas moradas, cercadas de proteção e de artifícios elaborados para preservar nossas privacidades, e seus processos de normalização.

Essa obra, entre outros lugares, foi apresentada em 2017 na Trienal Frestas, em Sorocaba, São Paulo, ao ar livre, mais também num contexto museal como foi o caso em 2018 no Minsheng Museum em Pequim, China.



André Komatsu
São Paulo, SP, 1978
Vive e trabalha em São Paulo
https://andrekomatsu.com/
Komatsu Integra a geração que cresceu com a retomada da democracia no Brasil e viu o neoliberalismo ser implementado pelas políticas econômicas nos anos 1990. E é neste contexto que nasce sua obra. O artista questiona as diferentes formas de atuação do homem no mundo, a maneira como lida com o espaço urbano e com os poderes estabelecidos. O discurso sobre o poder e sobre os conflitos sociais, mais ou menos latentes, permeia os materiais, influencia sua escolha, constitui, de certa maneira, a verdadeira matéria-prima das suas esculturas e instalações.

“No meu trabalho, procuro questionar as diferentes formas de atuação do homem no mundo, da maneira como lidamos com o espaço urbano e com os poderes estabelecidos. Como nos localizamos e alteramos o que nos cerca em reação aos limites territoriais preestabelecidos. Também me interesso pelo elemento dominado, seja o homem, a natureza, a matemática ou a arquitetura, e pela mudança contínua do jogo de forças entre eles.... uma transposição constante de materiais resultantes de processos de construção e desconstrução e uma redemarcação de territórios de ação do poder a partir de atitudes simples.”