RIZZA
“Fóton”, 2022 - 2024
Uma interseção entre luz, forma e movimento. Elos de alumínio dourado. Dimensões variáveis
Fóton são as partículas que compõem a luz, é neste contexto de investigação dos fenômenos ópticos em que a instalação foi concebida, essas partículas são fundamentais para compreensão da natureza da luz e seu comportamento, tanto na física clássica quanto na física quântica.
A escolha do dourado da obra não é arbitrária. Em suas pesquisas sobre a relação entre espaço, tempo e luz durante a Idade Média, Rizza observou que os artistas frequentemente utilizavam essa cor para representar o divino e o incompreensível. Em seguida vem a criação da forma e foi neste trabalho que deu início a utilização da curva, como elemento compositivo. Entre espaços mais densos e vazios, feixes sobrepostos e ângulos mais inclinados, foi construindo uma imagem que aos poucos consegui aprimorar. Dessa forma, imaginou três aros metálicos arqueados, cada um com um raio distinto, que se entrelaçam em um movimento espiralado. A escolha do material em alumínio, extremamente leve, proporcionou uma suavidade significativa à instalação. Ela se movimenta sutilmente, interagindo não só visualmente com o espaço, mas fisicamente.
Rizza Bomfim
Belo Horizonte, MG, 1985
Vive e trabalha em São Paulo, SP
https://rizza.art.br
Artista autodidata, Rizza apresenta seu trabalho como uma prática artística que gira em torno da manipulação de fenômenos ópticos capazes de criar interações visuais e espaciais. Explorando diferentes recursos tecnológicos que permitem a modificação da matéria, desde parâmetros de programação algorítmica que determinam a forma das obras até técnicas de corte e fundição, a artista acredita que as peças se comportam como um sistema aberto, no qual matéria, número e fenômeno se entrelaçam. A escultura deixa de ser um objeto estático para se tornar um campo de forças — físicas, ópticas e matemáticas.