MARINA ABRAMOVIĆ
“Generator”, 2024
Muro com 25 metros de comprimento, 3 de altura e 2,5m de largura, no qual estão aplicados 12 conjuntos com três almofadas de quartzo rosa (vindos de Minas Gerais).
"Generator" dá nova musculatura às contínuas reflexões provocadas pela artista sobre como as expressões materiais da natureza podem ser instrumentos de cura humana, em especial, a partir de suas pesquisas com pedras e cristais brasileiros, que vem realizando desde os anos 1980.
12 agrupamentos de quartzos ao longo do muro permitem que visitantes das mais variadas alturas possam interagir com a obra, explorando a forma como esses materiais se conectam com o corpo do ser e com o corpo do planeta. Abramović propõe uma troca: “eu lhe dou o trabalho, você me dá seu tempo”, conduzindo as pessoas ao encontro da conexão profunda.
Marina Abramović
1946 Belgrado, Servia (Iugoslávia)
Vive e trabalha em Nova York.
https://www.mai.art/
Iniciou sua carreira no início da década de 1970 e manteve-se em atividade desde então. Seu trabalho explora os limites do corpo (body art), arte de resistência, as relações entre o artista e a plateia e as possibilidades da mente. Estando ativa há mais de quatro décadas, Abramović considera-se a “avó da arte da performance". Ela foi pioneira em uma nova noção de identidade artística ao trazer a participação de observadores, com foco em "confrontar a dor, o sangue e os limites físicos do corpo". Em 2007, fundou o Instituto Marina Abramović (MAI), uma fundação para a arte performática.
Abramović trabalha com o conceito que chama de “objetos transitórios”. Por meio deles, estimula o público a dar um passo além e se tornar parte ativa do trabalho, se transformando em “experimentador” dos objetos e criando o fazer artístico em conjunto com ela.